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O défice espanhol ajuda Portugal

Mariano Rajoy irá considerar o objectivo de 5.8% para o défice espanhol deste ano, contrariando o valor de 4.4% acordado com Bruxelas por Zapatero. Apesar deste "desvio" o primeiro ministro espanhol reafirma o compromisso de alcançar o valor de 3% em 2013.

Segundo analistas internacionais este desvio do PIB espanhol será benéfico para Portugal, permtindo algum espaço para a economia "respirar", nomeadamente no que respeita à mitigação da quebra das exportações nacionais. Este facto é tão mais relevante quanto se sabe que as exportações para o pais vizinho representam cerca de um quarto do total exportado.

Segundo o WSJ: (...) By increasing the deficit target from the 4.4%-of-GDP set by the previous government, Prime Minister Mariano Rajoy will provide a little breathing room to an economy that is already expected to contract this year. Imports may not fall as much, helping Portuguese exports in return. About one quarter of what Portugal exports goes to its neighbor.
(...) For Portugal, that seems key. The government has promised to meet a deficit target of 4.5% in 2012. But economists are wary, saying the austerity being imposed will inevitably lead to lower tax revenue and more state expenses to support the unemployed, which is at 14.8% and growing. As a result, deficit targets could be missed unless more austerity is implemented, they say. And we all know what happens then.
Just look at Greece.


Apesar desta decisão o chefe de governo espanhol acredita que os mercados vão continuar a confiar no país, já que conhecem o empenhamento do executivo em resolver a dívida.

Euskadi Ta Askatasuna, ETA - Fim da violência armada

- post para memória futura!
Após quatro décadas daquilo que para muitos (incluindo os próprios) foi luta armada, e para outros puro terrorismo, a ETA comunicou o fim da sua actividade violenta. Independentemente do ponto de vista sobre a acção armada, a noticia é boa, em especial para o povo basco. Euskal Herria (País Basco) pode agora reorganizar-se politicamente e assumir na plenitude o estatuto autonómico consagrado na constituição espanhola de 1978.

É o triunfo da liberdade e da democracia, e num certo sentido o desaparecimento da última herança do franquismo, representada por uma organização nascida no combate à ditadura. Para trás ficaram 829 vítimas mortais, a grande maioria assassinada na Espanha democrática.