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Decisão inevitável

Porque é que Miguel Relvas não se vai embora do governo? Quem o de defende?
Será que alguém o defende ou ninguém o quer afrontar? No comando do governo do país, ainda por mais em profunda crise, não pode haver intocáveis.
Haja quem decida, com coragem. Quem diga: saía.
Para sanidade mental de todos. Deles e nossa.

A minha geração

"A minha geração, já se calou, já se perdeu, já amuou,
já se cansou, desapareceu, ou então casou, ou então mudou
ou então morreu: já se acabou.

A minha geração de hedonistas e de ateus, de anti-clubistas,
de anarquistas, deprimidos e de artistas e de autistas
estatelou-se docemente contra o céu.

A minha geração ironizou o coração, alimentou a confusão
brincou às mil revoluções amando gestos e protestos e canções,
pelo seu estilo controverso.

A minha geração, só se comove com excessos, com hecatombes,
com acessos de bruta cólera, de morte, de miséria, de mentiras,
de reflexos da sua funda castração.

A minha geração é a herdeira do silêncio,
dos grandes paizinhos do céu,
da indecência, do abuso.
E um belo dia fez-se à vida,
na cegueira do comércio

A minha geração é toda a minha solidão, é flor da ausência, sonho vão,
aparição, presságio, fogo de artifício, toda vício, toda boca
e pouca coisa na mão. (...)"
JP Simões (extrato do Retrato)




 

Holanda – o país das vacas gordas e dos boca doce

Parece ser um facto: 19 das 20 empresas que constituem o índice bolsista nacional PSI20, têm a sua sede fiscal fora de Portugal. A grande maioria está sediada na Holanda (Sonae, EDP, família Soares dos Santos / Jerónimo Martins, etc.) e as restantes na Bélgica e no Luxemburgo (família Espírito Santo).

Não sei qual é a empresa que constitui a excepção, mas o seu gestor executivo deve estar apreensivo e pressionado. Acredito que não deverá demorar a que todo o PSI20 esteja sediado no estrangeiro.


A harmonização fiscal comunitária, que deveria promover alguma equidade entre as empresas e, principalmente, entre os cidadãos dos diferentes países da UE, é pura miragem. Mas a construção de “mais Europa” era por aqui que devia passar.

Inverno

Passou o Natal e voltámos à realidade. Já de rajada seguem-se: a lei das rendas, a subida do IVA, o aumento da electricidade, as novas taxas moderadoras… Mais cedo ou mais tarde virá também a chuva, o frio e a neve. O Inverno instalar-se-á, até Março. Depois será Abril.

Bom Ano.