Fonte: www.dinheirovivo.pt
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Crise Envergonhada - Prémio Fotojornalismo
Na categoria Notícias, Pedro Nunes venceu com “Crise Envergonhada” e o terceiro lugar foi para António Pedro Santos, com o trabalho “A crise é o maior ‘reality show’ do mundo”. O trabalho “Home Less” de Nelson Garrido olha para o paradoxo do parque imobiliário em Portugal, onde existem "muitas casas sem pessoas e muitas pessoas sem casa”, portefólio reconhecido na categoria Assuntos Contemporâneos. Na mesma categoria, a fotojornalista da agência AFP Patrícia de Melo Moreira foi distinguida com a série “Crise Portuguesa”.
In Público online 13 de Abri 2013
Parabéns Pedro!

In Público online 13 de Abri 2013
Parabéns Pedro!

O inevitável prolongado até à náusea
Miguel Relvas demitiu-se hoje. Ainda bem.
Ontem teria sido tarde...
Sairá sem apelo nem agravo, pela porta pequena.
Como acontece sempre que o inevitável é prolongado até à náusea.
Ontem teria sido tarde...
Sairá sem apelo nem agravo, pela porta pequena.
Como acontece sempre que o inevitável é prolongado até à náusea.
Erro de "casting"
Convidaram Miguel Relvas para falar no ISCTE e num "Clube de Pensadores". Só podia correr mal... Não são locais que frequente com assiduidade.
A encruzilhada
Portugal está numa encruzilhada. A estratégia posta em prática para tentar salvar o país da banca rota não está a resultar. Parece hoje evidente que a receita da troika é uma não-solução. A verdade é que não há lugar para mais austeridade, mas também não há espaço para mais cortes na despesa; pelo menos sem desvirtuar os sistemas social e político em que vivemos.
Mas não existem soluções para isto? Existem. Pelos menos duas; ambas más e sem garantias de sucesso. A primeira depende da vontade dos credores em perdoar/restruturar a dívida e do seu co-pagamento pelos países ricos do norte, assumindo-a como um custo político para a manutenção do euro e da Europa tal como a conhecemos hoje. A segunda, que depende principalmente dos portugueses, é a saída controlada (?) do euro, com vista à desvalorização imediata da nova moeda. Em ambas seria fundamental a coragem e a capacidade de persuasão e de influência política do governo.
A primeira não parece no entanto viável perante o estigma alimentado e consentido pelos políticos do norte, relativamente à opinião do seu eleitorado sobre os países do sul. A segunda não tem enquadramento no nosso imaginário; não queremos desistir do “nosso” euro.
O governo parece preferir a negação dos factos, e continuar a fuga em frente com a não-solução. O resultado será porém imprevisível e perigoso.
O novo discurso do FMI apontando a necessidade de "ajustamento" e "calibração" das medidas a cada caso – leia-se a cada país -, pode ser o nosso buraco da agulha. Queira o governo adoptar esta ideia nas negociações internacionais. Ainda assim não será suave, nem indolor.
Mas não existem soluções para isto? Existem. Pelos menos duas; ambas más e sem garantias de sucesso. A primeira depende da vontade dos credores em perdoar/restruturar a dívida e do seu co-pagamento pelos países ricos do norte, assumindo-a como um custo político para a manutenção do euro e da Europa tal como a conhecemos hoje. A segunda, que depende principalmente dos portugueses, é a saída controlada (?) do euro, com vista à desvalorização imediata da nova moeda. Em ambas seria fundamental a coragem e a capacidade de persuasão e de influência política do governo.
A primeira não parece no entanto viável perante o estigma alimentado e consentido pelos políticos do norte, relativamente à opinião do seu eleitorado sobre os países do sul. A segunda não tem enquadramento no nosso imaginário; não queremos desistir do “nosso” euro.
O governo parece preferir a negação dos factos, e continuar a fuga em frente com a não-solução. O resultado será porém imprevisível e perigoso.
O novo discurso do FMI apontando a necessidade de "ajustamento" e "calibração" das medidas a cada caso – leia-se a cada país -, pode ser o nosso buraco da agulha. Queira o governo adoptar esta ideia nas negociações internacionais. Ainda assim não será suave, nem indolor.
O Outono de 2012
Não pensei que 38 anos após o 25 de Abril voltaria a uma manifestação. A marcha que todos os anos contece nesse dia não conta. Essa é uma festa.
A de 15 de Setembro não foi uma festa. Foi uma coisa diferente. Uma coisa "antiga" que conheci ainda muito jovem e que pensei "arrumada" nas memórias das décadas de 70 e 80. Um desconforto e uma pulsão insurgente trespassaram cada momento, cada olhar daquela tarde. Diz-se que foi uma coisa "inorgânica", no sentido em que juntou pessoas diferentes, com "cores" distintas e provavelmente com valores opostos. Isso também não é novo. É um mau presságio.
O Outono chegou. Vem ai uma tempestade.
A de 15 de Setembro não foi uma festa. Foi uma coisa diferente. Uma coisa "antiga" que conheci ainda muito jovem e que pensei "arrumada" nas memórias das décadas de 70 e 80. Um desconforto e uma pulsão insurgente trespassaram cada momento, cada olhar daquela tarde. Diz-se que foi uma coisa "inorgânica", no sentido em que juntou pessoas diferentes, com "cores" distintas e provavelmente com valores opostos. Isso também não é novo. É um mau presságio.
O Outono chegou. Vem ai uma tempestade.
Ponto de não-retorno (II)
(...) No conjunto, todos estes factos mostram que se está a entrar num tempo político novo, em que a dominante da "culpa" na vida política nacional que era a rejeição de Sócrates, associada ao consenso sobre a inevitabilidade da austeridade, estão a esvanecer-se e a colocar o Governo de Passos Coelho e as suas políticas como alvo privilegiado da culpabilização dos cidadãos. Não é pequena a mudança, nem as suas consequências. Antes era possível fazer praticamente tudo, em nome do "regabofe" de Sócrates e das imposições da troika, hoje há cada vez menos margem de manobra para fazer alguma coisa, sem os efeitos perversos e o "ruído" serem maiores do que os resultados desejados. Ora, o primeiro-ministro e o Governo estão especialmente impreparados para defrontar esta situação. (...)
(...) Outro sinal da mudança do tempo político é a sensação de que tudo o que era possível fazer há um ano não foi feito como devia, e hoje já não é possível de fazer sem grandes convulsões. O Governo esgotou o tempo psicológico das possibilidades excepcionais, para passar para o tempo psicológico do cansaço com a excepcionalidade. Sem ter cumprido o seu objectivo central, nem ter feito qualquer reforma estrutural, o Governo começa a defrontar um misto de realidade e "estado de alma", o "cansaço da austeridade". O Governo entende que a austeridade pura e dura ainda só começou, as pessoas que já durou tempo de mais. O Governo acha que o "ajustamento" ainda está na infância, mas já percebeu que não vai ter os efeitos de milagre económico que esperava. As pessoas acham que o Governo teve a sua oportunidade e que a perdeu e não estão dispostas a mais sacrifícios a não ser à força e atribuem-nos cada vez mais às asneiras de Passos Coelho, a somar aos desmandos de Sócrates. (...)
Pacheco Pereira in Abrupto (versão do Público de 8 de Setembro de 2012).
(...) Outro sinal da mudança do tempo político é a sensação de que tudo o que era possível fazer há um ano não foi feito como devia, e hoje já não é possível de fazer sem grandes convulsões. O Governo esgotou o tempo psicológico das possibilidades excepcionais, para passar para o tempo psicológico do cansaço com a excepcionalidade. Sem ter cumprido o seu objectivo central, nem ter feito qualquer reforma estrutural, o Governo começa a defrontar um misto de realidade e "estado de alma", o "cansaço da austeridade". O Governo entende que a austeridade pura e dura ainda só começou, as pessoas que já durou tempo de mais. O Governo acha que o "ajustamento" ainda está na infância, mas já percebeu que não vai ter os efeitos de milagre económico que esperava. As pessoas acham que o Governo teve a sua oportunidade e que a perdeu e não estão dispostas a mais sacrifícios a não ser à força e atribuem-nos cada vez mais às asneiras de Passos Coelho, a somar aos desmandos de Sócrates. (...)
Pacheco Pereira in Abrupto (versão do Público de 8 de Setembro de 2012).
Ponto de não-retorno
(...) Não é a derrapagem do défice que mata a união que faz deste um território, um país. É a cegueira das medidas para corrigi-lo. É a indignidade. O desdém. A insensibilidade. Será que não percebem que o pacote de austeridade agora anunciado mata algo mais que a economia, que as finanças, que os mercados - mata a força para levantar, estudar, trabalhar, pagar impostos, para constituir uma sociedade? (...)
(...) É pouco importante que Passos Coelho não tenha percebido que começou a cair na sexta-feira. É impensável que lance o país numa crise política. É imperdoável que não perceba que matou a esperança a milhares de pessoas. Ontem foi o dia em que muitos portugueses começaram a tomar decisões definitivas para as suas vidas, seja emigrar, vender o que têm, partir para outra. Ou o pior de tudo: desistir.
Foi isto que o Governo estragou. Estragou a crença de que esta austeridade era medonha e ruinosa, mas servia um propósito gregário de que resultaria uma possibilidade pessoal. Não foi a austeridade que nos falhou, foi a política que levou ao corte de salários transferidos para as empresas, foi a política fraca, foi a política cega, foi a política de Passos Coelho, Gaspar e Borges, foi a política que não é política. (...)
Pedro Santos Guerreio in Negócios on line de 12 de Setembro de Maio 2012, aqui.
(...) É pouco importante que Passos Coelho não tenha percebido que começou a cair na sexta-feira. É impensável que lance o país numa crise política. É imperdoável que não perceba que matou a esperança a milhares de pessoas. Ontem foi o dia em que muitos portugueses começaram a tomar decisões definitivas para as suas vidas, seja emigrar, vender o que têm, partir para outra. Ou o pior de tudo: desistir.
Foi isto que o Governo estragou. Estragou a crença de que esta austeridade era medonha e ruinosa, mas servia um propósito gregário de que resultaria uma possibilidade pessoal. Não foi a austeridade que nos falhou, foi a política que levou ao corte de salários transferidos para as empresas, foi a política fraca, foi a política cega, foi a política de Passos Coelho, Gaspar e Borges, foi a política que não é política. (...)
Pedro Santos Guerreio in Negócios on line de 12 de Setembro de Maio 2012, aqui.
Decisão inevitável
Porque é que Miguel Relvas não se vai embora do governo? Quem o de defende?
Será que alguém o defende ou ninguém o quer afrontar? No comando do governo do país, ainda por mais em profunda crise, não pode haver intocáveis.
Haja quem decida, com coragem. Quem diga: saía.
Para sanidade mental de todos. Deles e nossa.
Será que alguém o defende ou ninguém o quer afrontar? No comando do governo do país, ainda por mais em profunda crise, não pode haver intocáveis.
Haja quem decida, com coragem. Quem diga: saía.
Para sanidade mental de todos. Deles e nossa.
O preço do conformismo e da acomodação
(...) As concessões de estradas carecem de visto prévio do Tribunal de Contas, ou não podem ser adjudicadas. Com a crise financeira, os custos de financiamento dispararam. E o Tribunal de Contas começou a recusar esse visto porque, por causa do aumento das taxas de juro, a proposta final das concessões era mais cara do que a proposta inicial, o que violava o caderno de encargos. Criou-se um problema político. O impasse foi resolvido à portuguesa, uma espécie de desorçamentação. Os contratos voltaram aos preços iniciais e fizeram-se adendas para condições contingenciais, que não careciam de visto. Nem foram sequer vistas. Segundo o regulador das estradas, o InIR, Paulo Campos deu ordem para essa ocultação. O ex-governante nega. Mas já agora: aqui o Negócios, que teve mais desmentidos de Paulo Campos do que nenúfares há no Japão, noticiou na altura a existência desses anexos. O Tribunal de Contas podia ter pedido para vê-los. Pediu? Se não pediu, devia ter pedido. Se pediu, não recebeu. Recebemos nós a conta: mais 705 milhões de euros. (...)
Pedro Santos Guerreio in Negócios on line de 31 de Maio 2012, aqui.
Pedro Santos Guerreio in Negócios on line de 31 de Maio 2012, aqui.
Portugal Pro-Growth Agenda
Pelas 16H17m MT já Portugal era notícia nos EUA, poucas horas após o PS ter visto passar no parlamento a adenda ao Tratado Orçamental, permitido pela significativa "evolução" da posição da maioria. Os "mercados", esses sacrosantos, é que não dormem e estão em todo o lado.
LISBON (Reuters) - Portugal's parliament passed a pro-growth initiative proposed by the opposition Socialists on Wednesday after the austerity-minded centre-right government dropped its opposition amid a growing European debate on how to combine growth with fiscal consolidation. (...)
in The New York Times, 23 Maio de 2012
LISBON (Reuters) - Portugal's parliament passed a pro-growth initiative proposed by the opposition Socialists on Wednesday after the austerity-minded centre-right government dropped its opposition amid a growing European debate on how to combine growth with fiscal consolidation. (...)
in The New York Times, 23 Maio de 2012
Quando os loucos guiam os cegos
(...) Esta não é uma questão entre direita e esquerda, entre idiotas e ideólogos, entre moralistas e pragmáticos, não é distracção, não se compara com saldos de trapos nem com liquidações de livros. Porque nenhuma dessas promoções provoca estes tumultos descontrolados. Talvez só uma oferta de gasolinas produzisse a mesma loucura. (...)
(...) Para o Pingo Doce, os descontos do 1º de Maio terão sido um golpe de marketing ou um anúncio de uma nova estratégia. Mas para os portugueses, que reviram um país negado e renegado, foi mais do que isso. Foi uma humilhação. Como no "Rei Lear", de Shakespeare: "Esta é a praga deste tempo, quando os loucos guiam os cegos".
Pedro Santos Guerreiro in Negócios on line, 02 Maio 2012.
(...) Para o Pingo Doce, os descontos do 1º de Maio terão sido um golpe de marketing ou um anúncio de uma nova estratégia. Mas para os portugueses, que reviram um país negado e renegado, foi mais do que isso. Foi uma humilhação. Como no "Rei Lear", de Shakespeare: "Esta é a praga deste tempo, quando os loucos guiam os cegos".
Pedro Santos Guerreiro in Negócios on line, 02 Maio 2012.
Pingos doces?
O Pingo Doce admite estar hoje a registar uma enorme afluência de clientes em todo o país e que algumas lojas estão a encerrar pontualmente para repor produtos nas prateleiras ou para garantir a segurança das pessoas.
in Dinheiro Vivo, 1º de Maio de 2012.
Claro que vivemos tempos difíceis e que as famílias têm dificuldades. Claro que as pessoas aproveitam as promoções, principalmente em altura de príncipio do mês. Claro que 1º de Maio reflecte os tempos de crise: quer pela pressão sobre o trabalho e sobre o emprego, quer pela descrença social e política. Claro que à larga maioria não interessa os trabalhadores dos super e hipermercados. Claro que cada um sabe de si (foi assim durante 48 anos). Claro que isto é um "déjà vu" de outros tempos que, por sinal, não acabaram bem. Claro que isto não vai acabar bem.
in Dinheiro Vivo, 1º de Maio de 2012.
Claro que vivemos tempos difíceis e que as famílias têm dificuldades. Claro que as pessoas aproveitam as promoções, principalmente em altura de príncipio do mês. Claro que 1º de Maio reflecte os tempos de crise: quer pela pressão sobre o trabalho e sobre o emprego, quer pela descrença social e política. Claro que à larga maioria não interessa os trabalhadores dos super e hipermercados. Claro que cada um sabe de si (foi assim durante 48 anos). Claro que isto é um "déjà vu" de outros tempos que, por sinal, não acabaram bem. Claro que isto não vai acabar bem.
A delinquência política
É uma senhora de pensamento livre, polémica e desbocada. Mas quase sempre a razão lhe assiste. Esta é só mais uma dessas vezes: (...) E sucede (o actual líder do PS) a um delinquente político chamado Sócrates, o pior exemplo que jamais, na História de Portugal, foi dado ao país: ir para Paris tirar um curso de “sciences po”, depois daquela malograda licenciatura – à qual não dou a menor importância, pois há muitos excelentes políticos que não são licenciados. O engenheiro Sócrates foi o pior que a política pode produzir. (...)
Maria Filomena Mónica em entrevista ao jornal i (28-04-2012)
Maria Filomena Mónica em entrevista ao jornal i (28-04-2012)
On this side of the Atlantic
How is life, then, on this side of the Atlantic?
"My Dear Friend Chico" is a feature documentary by Joana Barra Vaz. This project started with the research on the connecting points between the music of Chico Buarque and Portugal, and right from the start the song "Tanto Mar" (which Chico Buarque originally wrote just after the 25th April 1974, Carnation Revolution, to then rewrite it in 1978) and the diference between these two lyrics. During the production of this film we were driven to portray and reflect in the lives and stories of Portuguese musicians and the search for the "forgotten seed in the corner of the garden" as mention in 1978 version of Tanto Mar.
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Como vai, afinal, a vida deste lado do Atlântico?
"Meu Caro Amigo Chico" partiu de uma pesquisa sobre os pontos de contacto entre a música de Chico Buarque e Portugal, e desde logo sobressaiu a canção "Tanto Mar" — escrita por ocasião do 25 de Abril de 1974 e reescrita em 1978 — e a diferença entre as letras das suas duas versões. No decorrer da rodagem interessou-nos sobretudo retratar e reflectir sobre o quotidiano da vida de músico em Portugal e procurar a semente esquecida no canto do jardim, referida na segunda versão da canção.
Ver site do Projecto, aqui.
"My Dear Friend Chico" is a feature documentary by Joana Barra Vaz. This project started with the research on the connecting points between the music of Chico Buarque and Portugal, and right from the start the song "Tanto Mar" (which Chico Buarque originally wrote just after the 25th April 1974, Carnation Revolution, to then rewrite it in 1978) and the diference between these two lyrics. During the production of this film we were driven to portray and reflect in the lives and stories of Portuguese musicians and the search for the "forgotten seed in the corner of the garden" as mention in 1978 version of Tanto Mar.
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Como vai, afinal, a vida deste lado do Atlântico?
"Meu Caro Amigo Chico" partiu de uma pesquisa sobre os pontos de contacto entre a música de Chico Buarque e Portugal, e desde logo sobressaiu a canção "Tanto Mar" — escrita por ocasião do 25 de Abril de 1974 e reescrita em 1978 — e a diferença entre as letras das suas duas versões. No decorrer da rodagem interessou-nos sobretudo retratar e reflectir sobre o quotidiano da vida de músico em Portugal e procurar a semente esquecida no canto do jardim, referida na segunda versão da canção.
Ver site do Projecto, aqui.
Avançar para trás
"Como nas fotografias dos anos 60. Pede-se novamente a emigração. Volta-se às marmitas. Esconde-se a pobreza. Volta a caridade. Incita-se ao regresso à terra.
Hoje vivemos a cores mas tudo parece novamente a preto e branco. Estamos a construir uma sociedade modelada novamente pela pobreza e disfarçada por símbolos de consumo, como o telemóvel ou o carro. Quase sem darmos por isso, estamos a retornar ao país que foi retratado por Victor Palla, por Gérard Castello-Lopes ou por Orlando Ribeiro, onde, muitas vezes a preto e branco, se vislumbrava um povo entre a miséria, o Fado e o desespero por o destino lhe ter sido confiscado".
Fernando Sobral in Negócios on line
Hoje vivemos a cores mas tudo parece novamente a preto e branco. Estamos a construir uma sociedade modelada novamente pela pobreza e disfarçada por símbolos de consumo, como o telemóvel ou o carro. Quase sem darmos por isso, estamos a retornar ao país que foi retratado por Victor Palla, por Gérard Castello-Lopes ou por Orlando Ribeiro, onde, muitas vezes a preto e branco, se vislumbrava um povo entre a miséria, o Fado e o desespero por o destino lhe ter sido confiscado".
Fernando Sobral in Negócios on line
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