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O velho resistente da Europa

(...) Foi o que Manolis Glezos gritou à porta do parlamento na noite em que Atenas voltou a arder. Ele lembrou que Hitler obrigara o Tesouro grego a emprestar dinheiro ao III Reich. 100 milhões de euros, às contas de hoje. Berlim pagou dívidas semelhantes a outros países, depois da guerra. Mas nunca saldou a dívida que tem perante a Grécia, agora "descartável". Quem é o senhor Schauble para insultar a Grécia, pergunta, fazendo contas, lembrando créditos antigos, o velho resistente Manolis Glezos. Quem é este homem? É aquele que num certo 30 de Maio de 1941, retirou a bandeira nazi da Acrópole. De Gaulle chamou-lhe "o primeiro partisan da Europa".(...)

Ouvir e ler tudo aqui.

A displicência dos poderosos

Ouvir aqui a fantástica crónica de Fernando Alves, Os microfones indiscretos, sobre a reunião de ontem do eurogrupo, em Buxelas.

Um excerto (com sublinhado meu):
(..) O que nos foi revelado (e remetido para as calendas gregas) não supõe uma diligência escondida, contrariando o discurso público da arrogância austera. Nem escancara uma subserviência. O que os microfones indiscretos revelam é que Gaspar foi apaparicado por Schauble. Recebeu um mimo, concedido com aquela displicência dos poderosos ou dos pais severos quando um filho se porta bem. Os microfones não revelam o precioso antes, não explicam se aquela disponibilidade responde a um bilhete, a uma sms pedindo socorro, se aquele "nós estaremos preparados" de Schauble responde a um "estamos aflitos" de Gaspar (...).